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Quinta, 17 Setembro 2020 18:29

Redução de Antimicrobianos: Brasil avança mesmo em meio a emergência sanitárias

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A necessidade de redução do uso de antimicrobianos está ancorada na emergência de bactérias resistentes que desafiam os tratamentos de doenças em humanos, animais e vegetais. Embora a resistência seja um fenômeno natural, originado de uma mutação espontânea na bactéria, o antimicrobiano seleciona aquelas mais resistentes.

 

A pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Jalusa Deon Kich, conta que essas bactérias se multiplicam e trocam material genético, inclusive entre diferentes espécies, propagando microrganismos resistentes nos diversos ambientes. “A emergência de ‘superbactérias’ e o avanço no conhecimento destes mecanismos alavancou o questionamento do uso extensivo dos antimicrobianos em todas as áreas. Soma-se a isso a dificuldade e falta de investimentos na descoberta de novas classes de antimicrobianos”, completou.

 

Jalusa aponta que este cenário -  de risco sanitário por patógenos intratáveis e a pouca perspectiva de disponibilidade de novas moléculas - encurralou os sistemas que utilizam antimicrobianos: a medicina humana, veterinária e o setor agropecuário.

 

"A redução do uso de antimicrobianos é, em última instância, a tentativa de proteger sua eficácia, numa perspectiva de Saúde Única entendendo que os antimicrobianos são um bem comum que deve estar a serviço da saúde".

 

O debate sobre a redução dos antimicrobianos está cada vez mais em evidência. Jalusa conta que na área humana, entre infectologistas e intensivistas e clínicos, o assunto é pauta e desafio constante. É uma luta contra o tempo para salvar vidas.

 

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Fonte: Suinocultura Industrial