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Boi, suíno e frango: curva de preços de setembro foi totalmente atípica
Publicado em: 03 Out 2016
Historicamente, a curva sazonal (ou estacional) que concentra a evolução de preços do boi, do suíno e do frango, após atingir o menor valor de cada exercício no mês de maio, sobe continuamente a partir de junho, atingindo seu pico no encerramento do ano.
Há exceções, claro. Mas essa é a regra. Porque, em essência, o período de valorização corresponde ao período de entressafra das carnes, quando cai a oferta do produto.
Porém, em 2016, isso começa a soar diferente. Porque em setembro corrente, em vez de seguirem a linha ascendente normal, as cotações (considerados os preços médios dos três animais) registram forte retrocesso em relação ao mês anterior.
A despeito de alguns momentos “ligeiramente fora da curva”, até o mês passado isso não havia ocorrido. Agora, fica claro que, ao contrário de apresentar valorização de cerca de 3% em relação a agosto, setembro será fechado com desvalorização próxima de 4%.
Surpreendentemente, o frango é o menor responsável por essa queda. Pois embora seu preço, neste mês, seja inferior ao de agosto, em relação à curva sazonal apresenta recuo que não chega a 1%.
Igualmente surpreendente é constatar que o boi em pé vem tendo retrocesso maior. Pois – fato, senão inédito, sem dúvida raro para esta época do ano - alcança no momento cotação mais de 8% inferior à apontada pela curva sazonal.
A perda do suíno, entretanto, é ainda maior, visto que o preço médio alcançado em setembro faz com que esteja com um valor quase 10% menor que o esperado a partir da curva sazonal.
Notar que estes indicadores estão relacionados, apenas, ao período de safra e entressafra das carnes, sendo definidos, sobretudo, pelos níveis de consumo. Nada têm a ver, portanto, com os custos de produção, aspecto em que frango e suíno se encontram totalmente fora da curva.
De toda forma, o retrocesso registrado apenas ressalta que – a despeito das reduções observadas nesses três segmentos da produção animal – o mercado não reage à altura. Sinal de que os níveis de demanda devem estar bem piores do que se possa imaginar.
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