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20 Mai

Frigoríficos têm vigilância ativa da Covid-19 desde antes da quarentena, afirma ABPA

Publicado em: 20 Mai 2020

Frigoríficos têm vigilância ativa da Covid-19 desde antes da quarentena, afirma ABPA
Fonte: ABPA e ALESC

As ações de vigilância ativa da Covid-19 em frigoríficos, com diagnóstico e testagem de funcionários, são adotadas desde antes do início das medidas de quarentena e isolamento social no Brasil, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em nota a associação respondeu às afirmações do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Santa Catarina, que apontam falta de medidas nas unidades produtivas como uma explicação para o aumento dos casos na indústria de aves e suínos local.

 

“Antes mesmo do início da adoção da quarentena em vários estados de todo o país, suas empresas associadas adotaram medidas preventivas necessárias para proteger e prevenir, ao máximo, o risco nas unidades de produção. Essas medidas incluem o imediato afastamento de todos os colaboradores identificados como grupo de risco (com idade acima de 60 anos, doenças pré-existentes e outros), a intensificação das ações de vigilância ativa nas unidades frigoríficas e monitoria da saúde dos trabalhadores (com a verificação constante de temperatura), entre outras iniciativas ”, diz a entidade, na nota.

 

A ABPA também afirma que está acompanhando a situação e dando suporte às suas associadas e que houve reforço nas orientações sobre cuidados a serem tomados pelos funcionários para prevenir a doença. “O nosso setor faz parte do rol de atividades essenciais ao país. Para que possamos garantir a produção de alimentos seguros e a oferta de alimentos para a população, a saúde das equipes é prioridade indiscutível”, aponta a ABPA.

 

A garantia de que novas portarias da Saúde sejam elaboradas em conjunto com o setor da agroindústria, foi uma das definições da reunião da Comissão de Agricultura, com representantes do segmento e Secretarias de Agricultura e de Saúde, na Assembleia Legislativa de SC.

 

Segundo o presidente da Comissão, deputado Zé Milton Scheffer, a preocupação é de que novas medidas fechem outras plantas como a da Ipumirim. “É Preciso que haja o diálogo do Estado e a Agroindústria e seja encontrada uma equação, para preservar a saúde do trabalhador e manter a produção alimentar”, destacou o parlamentar, que está agendando para esta semana um encontro do Governo com o setor.

 

Os parlamentares e representantes das Agroindústrias entendem que deve haver controle e cuidados, porém, se faz necessário preservar o setor para que não haja prejuízo aos certificados nacional e internacional. “Há um controle rigoroso na produção animal, que foram ampliados com o COVID 19. Entendemos a necessidade das medidas, mas fechar a agroindústria não garante a não proliferação do vírus, já que outros setores não essenciais continuam em funcionamento”, destacou o presidente da Associação Catarinense de Avicultura, José Antônio Ribas Junior.

 

O fechamento das agroindústrias, como ocorreu nesta semana em Ipumirim, mais do que econômicos ele afetam o abastecimento e o meio ambiente. Em Santa Catarina segundo dados das agroindústrias são abatidos três milhões de frangos e 30 mil suínos por dia. Somente nestes 6 dias que estará fechada a indústria do município de Ipumirim, serão sacrificados e descartados em aterros sanitários 822 mil frangos.

 

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