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Ministério da Agricultura reconhece 4 novos estados Livres de Aftosa sem Vacinação
Publicado em: 17 Ago 2020

Mais uma conquista para a pecuária brasileira, isso porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou nesta sexta-feira (14), no Diário Oficial da União (DOU) a Instrução Normativa (IN) 52, que reconhece como livres de febre aftosa sem vacinação os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e regiões dos estados do Amazonas e Mato Grosso. A IN entra em vigor a partir de 1º de setembro. Após a decisão do MAPA o governo federal encaminhará o pedido de status internacional à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Com assembleia prevista para o 2021, a instituição internacional poderá emitir a certificação que vai permitir a entrada dos estados em novos mercados mundiais.
Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, a medida publicada pela Pasta vai interferir diretamente na imagem do Brasil nos mercados internacionais. “A norma deixará o Brasil ainda mais perto do reconhecimento internacional feito pela OIE e assim abrir novos mercados exportadores como Japão, México e Coreia do Sul”.
Lopes lembra ainda que o RS e PR possuem aproximadamente 35% das matrizes produzidas no Brasil, representando quase 40% dos embarques de exportação de carne suína in natura. “O Paraná e o Rio Grande do Sul estão cada vez mais construindo ambientes sanitariamente adequados e esse é o caminho da suinocultura nacional, sem dúvida um esforço de vários setores competentes, fundamentais para a cadeia”, destaca Lopes.
De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Suínos e Aves da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Iuri Machado, a retirada da vacina traz também desafios e é um trabalho cauteloso e criterioso de todos os envolvidos. “Quando se tira a vacina temos que ter um sistema muito assertivo de vigilância sanitária e epidemiológica nos estados. Dessa forma, toda atenção do Ministério juntamente com os órgãos de defesa dos estados, e o trabalho dos produtores vão manter o sistema de vigilância criterioso e bem estruturado”.
A publicação explica ainda que o ingresso de bovinos e bubalinos nas regiões decretadas livres sem vacinação terão regras específicas, como proibição à entrada e incorporação de animais vacinados e o trânsito por rotas específicas previamente estabelecidas quando se destinarem a outros estados, com exceções para destinação direta ao abate ou exportação.
Segundo o MAPA, atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Com isso, o ingresso de animais e produtos de risco para febre aftosa desses seis estados e Santa Catarina devem obedecer às diretrizes definidas para origem em zona livre de febre aftosa com vacinação, até o reconhecimento pela OIE como zonas livres de febre aftosa sem vacinação.
Para a diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke não há evidência de circulação viral no Brasil há anos e mesmo assim se pratica a vacinação. “Por exemplo, no Rio Grande do Sul segundo dados do MAPA, o último registro de febre aftosa foi em maio de 2001, ou seja, quase 20 anos sem a doença”. Ludtke complementa dizendo que a retirada da vacina é um momento importante e aumenta a responsabilidade de todos os envolvidos na produção. “Redobrar os cuidados, aprimorando as boas práticas e a biosseguridade é essencial para reduzir o risco de entrada de patógenos nas granjas, e de qualquer outro agente infeccioso, capaz de provocar doenças”, explica.
Em 2019 o MAPA publicou a Instrução Normativa 40 de 17 de setembro que traz a situação sanitária do Brasil referente a febre aftosa, mostrando o último registro da doença em cada estado.
Biosseguridade é prioridade para ABCS
No próximo dia 26 de agosto, às 14h (horário de Brasília) a ABCS e a 333 Brasil vão realizar o 6º Webinar, com o tema “BIOSSEGURIDADE NA SUINOCULTURA”. O evento é gratuito e abordará a evolução da biossegurança na suinocultura brasileira, seu passado, presente e as perspectivas para o futuro. Na oportunidade também será compartilhado os principais desafios que a suinocultura americana está enfrentando ao conviver com patógenos de alto impacto econômico, além de debater as novas ferramentas para o aprimoramento da gestão em biosseguridade.
As vagas são limitadas, se inscreva pelo link.
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