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Nova exigência no abate Halal é desafio para exportação
Publicado em: 16 Mar 2018
O argumento – relatado em clipping publicado pelo AviSite na última quarta-feira, 14 – é o de que os frangos morrem em consequência do choque elétrico, não da degola posterior determinada no abate Halal. Daí o pedido de suspensão do pré-atordoamento um requisito que, não atendido, implicará na interrupção das importações pela Arábia Saudita.
Como a suspensão iria entrar em vigor em 1º de março corrente, muitos exportadores interromperam seus embarques já em fevereiro, pois prevalecia a determinação de devolver os carregamentos aportados após a data limite. Nesse meio tempo, obteve-se a protelação da medida por mais 30 dias. Ou seja: a menos que ocorra encaminhamento diferente do processo, a partir de 1º de abril os embarques de carne de frango para a Arábia Saudita estarão suspensos.
Se isso ocorrer, o baque será enorme. E não só porque a Arábia Saudita é o principal mercado de destino do frango brasileiro (14% do total exportado em 2017), mas também porque há uma tendência, natural, de outros países muçulmanos seguirem os passos sauditas. Quer dizer: o problema pode se estender a todo o Oriente Médio e além dele.
É interessante notar, porém, que essa não é uma questão recente. Tanto que, no início de 2011 (sete anos atrás, portanto), foi fundada no Reino Unido a ANSA - Association of Non Stun Abattoirs – numa livre tradução, Associação dos Abatedouros Sem Pré-Atordoamento. Que apenas procurava atender as exigências da comunidade muçulmana local para quem o pré-atordoamento fugia aos preceitos do abate Halal.
Aparentemente, os movimentos do gênero, inicialmente comunitários, se disseminaram rapidamente pelo mundo muçulmano. Aponta nessa direção o fato de, já no ano seguinte, 2012, a questão do pré-atordoamento entrar como um dos principais assuntos da pauta da 1ª Conferência Internacional sobre o Controle de Alimentos Halal, realizada na capital saudita, Riad.
Desde então as pressões só têm aumentado. Aguarda-se um desfecho favorável para as exportações brasileiras. Sobretudo porque o que está em jogo é um mercado que absorvendo cerca de um terço do volume exportado (considerado aqui apenas o Oriente Médio), também representa perto de 10% da produção brasileira de carne de frango.
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