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Setor produtivo pede liberação de milho dos EUA para reduzir preço e ampliar sua disponibilidade no país
Publicado em: 19 Mai 2021
O setor produtivo de proteína animal quer destravar os empecilhos para a importação de milho dos Estados Unidos. A medida – solicitado com urgência junto ao governo federal – visaria minimizar os impactos causados pela alta do cereal e do farelo de soja sobre os custos das rações animais.
Em live transmitida nesta manhã (18/05) o vice-presidente do Sindiavipar, José Antonio Ribas Junior, também diretor Corporativo da Seara Alimentos, a liberação é fundamental para amenizar os preços internos do milho e ampliar a disponibilidade do cereal para os setores de proteína animal. “É fundamental que desembarque navios nos portos brasileiros com milho americano; primeiro, porque ele chegará mais barato o que o nosso milho e, segundo, irá equilibrar a disparidade do grão”, comentou Ribas Junior.
Nesta manhã, representantes do setor produtivo de aves estiveram reunidos em videoconferência com o presidente do Senado Rodrigo Pacheco. O objetivo foi apresentar as dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva de proteína animal. A expectativa, segundo Ribas Junior, é uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro até amanhã (19/05) e que no mais tardar na quinta-feira soluções efetivas para a importação de milho americano estejam acordadas. “Queremos uma audiência com o presidente no mais tardar até amanhã para que ele ouça o setor e para que até quinta-feira a gente tire isso da frente”, indicou Ribas Junior durante a live.
Dentro deste cronograma indicado pelo setor produtivo, com a solução dos entraves à importação de milho, nos próximos 45 dias já devem haver navios com milho americano desembarcando em portos brasileiros. Segundo o vice-presidente do Sindiavipar, toda a parte burocrática para o início destas importações está concluída. O que ocorre é uma trava técnica, motivada pelo cultivo de algumas variedades de milho transgênicos ainda não permitidas no Brasil. “Não estamos comprando milho para plantar no Brasil, o que poderia criar uma “contaminação” nas lavouras; nós estamos comprando milho que irá desembarcar no porto, vai para um silo e do silo virá ração; é exclusivamente para isso”, explica Ribas Junior.
A autorização para a importação destas variedades de milho está sob análise da CTNBio. O executivo ressalta que essa decisão precisa ser urgente. “Se o Brasil não tomar providências urgentes, ele vai passar por um processo de desindustrialização. Vamos virar vendedores de grãos para o mundo, abastecendo os nossos concorrentes, quando deveríamos estar abastecendo as nossas indústrias aqui, que geram emprego no Brasil e geram renda no país”, alerta Ribas Junior.
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