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06 Jul

Soja brasileira volta a descolar de Chicago

Publicado em: 06 Jul 2018

Soja brasileira volta a descolar de Chicago
Fonte: Agrolink 
Fonte: Agrolink 
Prêmios da soja brasileira subiram significativamente nos portos
 

As cotações da soja tiveram nesta quinta-feira (05.07) um dia de altas no mercado físico brasileiro, influenciadas pela alta do Dólar (0,55%), e descoladas da baixa na Bolsa de Chicago (1%). De acordo com os índices do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), apurados junto aos diversos participantes do mercado, em média os preços subiram 0,97% nos portos e 0,22% no interior do País.

 
 

Segundo o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, o acirramento da disputa entre Estados Unidos e China atingiu fortemente a soja. Como consequência, a demanda chinesa da oleaginosa está se voltando para o Brasil, fazendo os prêmios da soja brasileira subirem significativamente nos portos, compensando parcialmente as quedas no mercado futuro norte-americano.

 
 

Ele lembra que, em maio, as compras chinesas de soja brasileira aumentaram quase 30% em relação a igual período do ano passado, de acordo com a empresa de pesquisa CEIC: “A maior parte dos importadores chineses parou de comprar a oleaginosa dos EUA, disse Paul Burke, do Conselho de Exportação de Soja dos EUA, e a trading Cargill teme que esse redirecionamento para outras origens seja mais duradouro do que se esperava. Em termos de valor, a soja é o principal alvo das tarifas de Pequim. No ano passado, a China importou cerca de US$ 14 bilhões do grão norte-americano, segundo a Wind Information”.  

 
 

“Também a alta do dólar no Brasil contribuiu para a melhoria dos preços, tanto os destinados ao mercado interno, como os destinados à exportação. Com isto, está previsto um aumento importante nas exportações brasileiras de soja, podendo colocar em risco o abastecimento das indústrias nacionais, cuja demanda também está alta, diante da demanda de farelo para compensar a quebra de safra argentina e a de óleo, para atender ao aumento de 10% na mistura dos biocombustíveis no país. O setor,como um todo, não pode se queixar neste ano, com certeza”, afirma Pacheco.

 

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